Jolie Dubois
Jolie Dubois
[edit | edit source]| Pai | Louis Dubois |
|---|---|
| Mãe | Noèmie Dubois |
| Nascimento | Janeiro de 1914, Lapin Agile, Montmartre, Paris |
| Idade em dezembro de 1917 | 3 anos (quase 4) |
| Status | Mortal, viva |
O que se sabe
[edit | edit source]Jolie é a filha de Louis e Noèmie. Louis soube que seria pai em junho de 1913, quando Noèmie ainda gestava a criança no Lapin Agile. Ela nasceu em janeiro de 1914 — Louis esteve presente nos primeiros seis meses de vida da filha antes de partir para a guerra em agosto daquele ano.
Quando Louis partiu, Jolie tinha aproximadamente seis meses. Em 1916, tinha dois anos. Em dezembro de 1917, tem quase quatro.
Louis nunca a conheceu de verdade. A última memória que tem dela é a de um bebê de colo. A primeira conversa real ainda está por acontecer.
Jolie nos pensamentos de Louis
[edit | edit source]Jolie aparece repetidamente nos pensamentos de Louis durante a guerra — sempre junto à imagem de Noèmie, como a razão de aguentar e sobreviver.
Na véspera de sua primeira batalha, em 12 de agosto de 1914, Louis escreveu uma carta a Noèmie. Nela, compôs e enviou uma canção de ninar para a filha que ainda não conhecia:
Dors, ma petite étoile, Papa veille au loin, Sous le ciel sans voile, Je pense à tes mains.
Dans mes rêves, je te berce, Ma douce enfant, Les canons se dispersent Quand tu souris tendrement.
Les roses de ton jardin Fleurissent sans moi, Mais dans mon cœur chagrin Tu grandis, je le vois.
Dans mes rêves, je te berce, Ma douce enfant, Les canons se dispersent Quand tu souris tendrement.
Quand reviendra l'hirondelle, Papa rentrera, Avec des histoires nouvelles Pour toi, il chantera.
Dors maintenant, ma merveille, Les anges te gardent, Papa dans la bataille Ton amour regarde.
— Com amor, por toda a eternidade. Louis Dubois
A partitura foi enviada na folha seguinte da carta.
O fuzil
[edit | edit source]Durante a guerra, Louis deu à sua carabina o nome de "Jolie Dubois" — e a chamava assim diante dos companheiros. Era sua forma particular de carregar a filha consigo nas trincheiras.
Jolie Derrite
[edit | edit source]Na Sessão 12, quando Louis acorda acorrentado nas catacumbas do Palais Garnier, Armand Beaumont apresenta uma jovem mortal chamada "Jolie Derrite" para alimentá-lo — escolhendo o nome deliberadamente para provocar Louis. Armand revela em seguida, com frieza: "O nome dela é Jolie Dubois. Espere, não é seu sobrenome?"
Louis, ao ouvir o nome da filha da boca do Xerife, perdeu o controle e tentou avançar sobre ele, gritando o nome dela.
O reencontro — Sessão 13, 23 de dezembro de 1917
[edit | edit source]Louis chegou ao Lapin Agile cantando a canção de ninar dela pelas ruas nevadas de Montmartre. Antes mesmo de tocar a porta, avistou pela janela da cozinha do andar de cima: Virgile trazendo batatas, Élie jogando pão sobre a mesa — e uma criança mirrada correndo para tocar a forma quente e levando o dedo à boca. Sophie a consolava rindo.
Louis piscou. Reconheceu o Grupo Itinerante. E então Noèmie surgiu de outro cômodo e abraçou a criança.
Era Jolie. Só podia ser.
Aparência — como Louis a viu pela primeira vez
[edit | edit source]Ao se agachar diante dela no meio da cozinha, Louis a descreveu internamente:
- Magrinha como um graveto — pequena para a idade, os braços e pernas finos da criança que cresceu em tempo de racionamento
- Nariz aquilino do pai
- Olhos da mãe, cinzentos com duas estrelinhas
- Cabelo escuro, como Noèmie
- Boquinha delicada entreaberta, com o dedo entre os lábios, levemente babado
- Vestido rosa até os joelhos, com babados no pescoço — um chanel com franjinha
Como reagiu ao pai
[edit | edit source]Jolie não sabia quem era aquele homem. Quando ele abraçou Noèmie, achou que a atacavam — e correu para empurrá-lo para longe da mãe com toda a força que tinha. Pequena e furiosa, agarrou a cintura de Noèmie sem coragem de encarar o intruso.
Quando Noèmie disse "É seu papai", Jolie pegou um pão quente da mesa para jogar nele. Manteve o pão erguido como arma, encarando Louis — mas hesitou. Havia um princípio de choro no rosto, e ainda não confiava.
Foi a canção que a desarmou. Louis se agachou, cantou baixinho a canção de ninar que havia composto para ela antes mesmo de ela nascer. Jolie largou o pão, deu dois passos engraçados na direção dele, fechou a boca com uma prudência quase mágica — e recuou um passo, ainda desconfiada.
Na última estrofe, Noèmie segurou a mão de Louis. E Jolie gritou, animada:
— Papa!
Nota
[edit | edit source]A canção de ninar que Louis compôs em agosto de 1914, antes de sua primeira batalha, foi o que estabeleceu o primeiro laço entre pai e filha. Jolie a conhecia — Noèmie a cantava para ela dormir.