Jump to content

Elias Varga

From Vampiro


Elias Radunovich Varga é um búlgaro Tzimisce, cria de Radu Bistri e atual Cardeal do Sabá para a Europa Ocidental. Membro da Facção dos Moderados e Legalistas, ele é um dos nomes mais influentes na atualidade do Sabá, principalmente devido a morte e o desaparecimento de muitos anções graças as ações da Camarilla, Anarquistas e da Segunda Inquisição. Mestre de Vicissitude e feitiçaria koldúnica, ele já escapou de várias tentativas de assassinatos ao usar diversas réplicas suas, os famigerados Golens de Carne. É conhecido do Sabá como "Mestre dos Clones" e ninguém sabe se o verdadeiro está conversando com você. É um dos 13 membros que compõe o Consistório do Sabá.

A Vida Mortal

Nascido em 1834 nas névoas da Bulgária, Elias pertencia aos Radunovich, uma linhagem de boiardos decaídos que mantinha uma influência sombria e feudal sobre as populações camponesas locais. Longe do brilho das capitais europeias, a juventude de Elias foi moldada pelo isolamento e por uma mente perturbadoramente analítica. Enquanto seus irmãos se dedicavam à política militar ou à gestão das terras, Elias desenvolveu uma obsessão obsessiva por anatomia, taxidermia e o misticismo folclórico dos Bálcãs.

Ele passava noites em claro dissecando predadores da região e catalogando superstições locais sobre a morte. Sua frieza emocional e desapego pela vida humana chamavam a atenção; para Elias, a carne e os corpos eram apenas engrenagens mecânicas esperando para serem redesenhadas.

Essa natureza cirúrgica e herética acabou atraindo os olhos do lendário Radu Bistri, um dos anciões Tzimisce mais influentes do Leste Europeu e pilar do Sabá. Radu procurava uma mente brilhante capaz de entender a arquitetura do poder e a imutabilidade da linhagem, já que estava dessatisfeito com sua cria anterior e nos métodos atuais do Sabá. Foi nessa época que Radu o transformou em carniçal.

Apesar disso seu teste final não veio de Radu e sim de sua primeira cria, Marelle. Elias foi forçado por ela a observar, ao longo de meses, sua própria família mortal ser capturada, desestruturada e moldada viva em decorações grotescas para o refúgio da vampira. Em vez de quebrar ou clamar por misericórdia, Elias demonstrou um fascínio clínico pelo processo. Mareille fugiu com a chegada no criador e seus aliados.

Diante da total ausência de medo e da revelação de uma mente tão fria quanto a própria terra búlgara, Radu Bistri concedeu-lhe o Abraço em 1867, sepultando sua mortalidade e iniciando-o nas artes da carne e da soberania cainita.

A Vida Cainita

O Legado de Radu Bistri e as Crises do Século XX

Ao receber o sangue de Radu, Elias foi imediatamente inserido na alta aristocracia do Sabá. Ele herdou uma teia massiva de contatos políticos, segredos de linhagem e favores de antigos cainitas do Leste Europeu. No entanto, o século XX testou os limites de sua sobrevivência. Enquanto o Sabá se esfacelava em guerras civis ideológicas e a tecnologia humana avançava a passos largos, Elias percebeu que a exposição era um erro fatal. Ele optou pelo isolamento estratégico, trancando-se em laboratórios subterrâneos e refúgios ancestrais fortificados nos Bálcãs. Lá, ele passou décadas estudando como adaptar os segredos medievais de seu clã ao mundo moderno e científico.

A Perfeição dos Golens: A Ascensão do Mestre dos Clones

Foi nessa reclusão que Elias desenvolveu sua maior obra-prima. Combinando a precisão cirúrgica da Vicissitude, o uso da feitiçaria Koldúnica com os poderes e cerimônias de Oblívio, ele começou a criar clones dele mesmo.

  • O Processo: Elias selecionava carniçais devotos ou prisioneiros capturados como cobaias.
  • A Moldagem: Usando Vicissitude, ele redesenhava a estrutura óssea, facial e muscular das cobaias até que fossem espelhos exatos de sua própria fisionomia. Suas cordas vocais eram alteradas para mimetizar perfeitamente o seu tom de voz.
  • O Elo Koldúnico: Por meio de rituais de sangue, Elias implantava memórias superficiais e gatilhos subconscientes nos golens, permitindo que eles agissem, falassem e reagissem exatamente como ele agiria, aguentando inclusive o escrutínio de poderes mentais de leitura de aura até certo nível. Sua vitae aqui era imprescindível. Aqui ele usa Dominação também.
  • E depois, vem o uso de um ritual de Oblívio para renascer os carniçais mortos ou capturados.

Começou assim a era do Mestre dos Clones.

A Farsa da Imortalidade e o Terror da Segunda Inquisição

A eficácia de seu método foi provada sob fogo. Elias sobreviveu a três tentativas de assassinato coordenadas por assassinos da Camarilla (incluindo espreitadores do Clã Banu Haqim), que decapitaram e queimaram o que acreditavam ser o Cardeal, apenas para vê-lo aparecer na noite seguinte sem um único arranhão. Em algum ponto entre a primeira guerra e a segunda, ele também sofreu ataques de outros membros e alcateias do Sabá liderados pelos seus bispos. Apenas para ressurgir em outro lugar, intacto.

Recentemente, durante o auge da caçada da Segunda Inquisição, um míssil disparado por um drone tático destruiu um de seus refúgios operacionais, incinerando a réplica que presidia uma reunião local. O incidente chocou a seita, mas consolidou de vez a sua alcunha mística de "Mestre dos Clones".

Essa farsa da imortalidade gerou uma aura de intocabilidade; atacar Elias passou a ser visto como um desperdício de recursos. Era impossível lhe causar a Morte Final ou o diablerizar.

O Consistório e o Pragmático Tabuleiro Político

A ascensão definitiva de Elias ao topo do Sabá ocorreu no vácuo de poder deixado pela Guerra da Gehenna, que arrastou a maioria dos anciões e regentes para o Oriente Médio. Diante do colapso iminente, Elias moveu suas peças no xadrez político aliando-se simultaneamente às facções Legalista e Moderada. Ele defendeu a tese de que, sem uma estrutura institucional rígida e sem o respeito ao Código de Milão, o Sabá seria completamente aniquilado pela Segunda Inquisição, Camarilla e pelos Anarquistas. Sua retórica cirúrgica e o fato de estar virtualmente em vários lugares ao mesmo tempo garantiram sua indicação para o Consistório (os 13 membros que governam a seita) e o título de Cardeal da Europa Ocidental.

O medo de sua onipresença garantiu que ninguém ousasse contestar seu novo cargo. Ainda mais quando ele se comunica entre si através de rituais de sangue.

A chegada em Lisboa

A presença de Elias em qualquer território é marcada por um silêncio desconfortável. Ele raramente viaja sem uma comitiva de "iguais" — três ou quatro golens idênticos com vestes idênticas, agindo como sósias simultâneos. Seus refúgios contam com laboratórios biológicos escondidos em abatedouros industriais ou clínicas estéticas de fachada. Há quem diga que ele está na cidade para matar de vez Artemis Orthia. Outros dizem que ele anseia e procura por respostas a respeito das lendas sobre o Dragão que muitas células falam.

Entretanto, a presença dele ali, chacoalha toda a sociedade cainita da cidade e do continente.

Atributos & Habilidades

Atributos
Fisicos Sociais Mentais
6 8 9

Saúde: 7 | Força de Vontade: 9| Potência de Sangue: 4| Humanidade: 4 | 8º Geração

Habilidades:

  • Ofícios 5 (Especialidade: Esculturas)
  • Política 5 (Especialidade: Sabá)
  • Medicina 5 (Especialidade: Cirurgia)
  • Ocultismo 5 (Especialidade: Espíritos)
  • Liderança 4
  • Subterfúgio 4
  • Sagacidade 4
  • Intimidação 4
  • Persuasão 3
  • Armas de Fogo 2

Disciplinas

Proteanismo ●●●●●

  • Olhos da Besta (Permite ao usuário enxergar na escuridão total)
  • ●● Vicissitude (Esculpa a carne dos corpos, permitindo mudanças em seus próprios corpos. Amálgama: Dominação 2)
  • ●●● Fusão com a Terra (Afunde-se na terra e torne-se um com o solo) // Moldagem de Carne (Uso de Vicissitude em outros) // Shapechange(Transforme-se em um animal de massa corporal semelhante)
  • ●●●● Metamorfose (Amplia a mudança de forma, concedendo uma forma adicional. O tamanho da nova forma não é limitado pela massa do vampiro)
  • ●●●●● Forma de Sangue (Transforma-se em uma massa amorfa de sangue) // Mestre das Formas (Permite ao vampiro assumir a forma de qualquer animal, em vez de apenas uma) // Forma de Névoa (Transforma-se em uma nuvem de névoa) // Coração Livre (O coração do vampiro pode mover-se livremente dentro do peito, tornando mais difícil atravessá-lo com uma estaca)

Feitiçaria de Sangue ●●●●●

  • Feitiçaria Koldúnica (Sintonizar-se com um elemento e usá-lo) // Moldar o Sacramento Sanguíneo (Moldar sangue em uma forma ou imagem)
  • ●● Vinculum Magnum (Aumenta o limite de Laços de Sangue mantidos sobre outros Membros)
  • ●●● Sangue de Potência (Aumenta temporariamente a Potência do Sangue)
  • ●●●● Marionete (Controlar o sangue dentro de um corpo, seja ele vivo ou morto)
  • ●●●●● Recuperação de Vitae (Recupere o Sangue cedido para criar carniçais, independentemente da distância)

Animalismo ●●●●

  • Vínculo de Fâmulo (Crie um companheiro animal aprimorado)
  • ●● Mensageiro Animal (Use um Fâmulo para enviar uma mensagem a alguém)
  • ●●● Comando do Mensageiro (Use Compelir ou Hipnotizar por meio de um Fâmulo) // Praga das Feras (Marque um indivíduo como alvo da atenção de animais)
  • ●●●● Incorporar o Espírito (Possuir o corpo de um animal)

Dominação ●●●

  • Compel (Emitir um único comando)
  • ●● Hipnotizar (Emitir comandos complexos)
  • ●●● Mente Esquecida (Reescreva a memória de alguém) // Diretriz Submersa (Implante ordens de Dominação como sugestões para as vítimas).

Oblívio ●●●

  • Ashes to Ashes (Destrua um cadáver dissolvendo-o)
  • ●● Projeção de Sombras (Conjurar sombras a partir do corpo do usuário)
  • ●●● Aura de Deterioração (Canalizar a conexão com o Oblívio pode fazer plantas murcharem, animais e humanos adoecerem e alimentos apodrecerem).

Rituais

De feitiçaria de Sangue:

  • Apócrifo de Sangue (Incorporar mensagens em sangue ou vasos sanguíneos)// Persuadir o Jardim (Usar a vegetação para defesa)
  • ●● Agarre Elemental (Comande o elemento escolhido para interferir em um alvo) // Jardim de Vísceras (É possivel cultivar plantas viciadas em sangue capazes de consumir cadáveres)
  • ●●● Alma do Homúnculo (Cria um Homúnculo — uma versão magra, menor e mais fraca do conjurador — que deve obedecer a todas as suas ordens) // Abrigo Elemental (Fundir-se com o elemento do usuário da feitiçaria Koldunica)
  • ●●●● Sustento da Terra (Alimenta-se de um local de poder, transformando-o em um lugar de sofrimento onde os ferimentos se tornam mais graves, exceto para o caster) // Memória Guiada (Com o Sangue de outro vampiro, vivencia as memórias dele, sendo guiado por ele)
  • ●●●●● Ataque Elemental (O Koldun ordena que seu elemento escolhido ataque um inimigo. Isso pode ser um Ritual em Cadeia) // Fuga para o Santuário Verdadeiro (Cria um portal de mão única)

Cerimônias de Oblívio:

  • Dom da Falsa Vida (Erga um único cadáver ou um grupo para realizar tarefas simples, únicas ou repetitivas)
  • ●● Cegar o Olho Metálico (Câmeras não conseguem perceber o usuário com clareza)
  • ●●● Criar Golem de Carne (Construa um golem de carne a partir de partes de um cadáver)

Trívia

  • Foi quem mais chegou perto de matar Drácula. Usando seus clones, ele atraiu a atenção de caçadores a região onde o velho Tzimisce mantinha de base. Porém, nada conseguiu.
  • Conhece Lambach Ruthven, o criador de Drácula e até mantém um de seus clones perto dele.
  • Apoia seu criador a posição de Regente, discordando de outros membros legalistas que preferem Lucita de Aragón.
  • Costuma romper brutalmente a máscara para atrair a atenção de caçadores e da SI a domínios Anarcos e da Camarilla, principalmente devido ao uso de seus clones. Sua presença normalmente significa caos completo em uma região devido a isso.
  • Contudo, ele se considera um humanitário a ponto de não ter abraçado ou tornado alguém um carniçal (ele usa carniçais alheios e outros cadáveres para a criação de seus clones)
  • Roseane o derrotou duas vezes. Claro, nas duas, Elias estava usando seus clones.
  • Javier, antigo bispo de uma célula do Sabá em Paris, já tentou matá-lo. E como Roseane no futuro, também não obteve sucesso.
  • Para alguns Nodistas e Tzimisce antitribu, Elias é a pessoa que mais se aproxima da ideia do Antidiluviano dos Tzimisce de uma consciência dividida e partilhada entre todos os cainitas. Porém, em em uma escala bem micro. Ele discorda.
  • Foi amante da famosa Keminitri, a numero 1 da lista vermelha da Camarilla, mas a ambição de ambos o separaram.