Jump to content

Ivan Petrov

From Vampiro

Ivan Petrov

[edit | edit source]

Clã: Brujah Geração: 11ª Idade aparente: 29 anos Idade real: Abraçado em 1908 — tem 9 anos de Kindred Origem mortal: Moscou, Rússia Residência em Paris: Um quarto alugado no Marais, acima da livraria onde trabalhava em vida — ele simplesmente nunca se mudou Status na Camarilla: Neófito de pouca expressão; é tratado como periférico pelos mais velhos e ignora isso completamente


Aparência

[edit | edit source]

Alto, de ombros largos e movimentos lentos que sugerem economia de esforço, não preguiça. Mãos grandes, calejadas de carregar caixas de livros mesmo depois de décadas sem precisar. Rosto eslavo aberto, com sobrancelhas espessas e olhos castanho-escuros que têm o hábito desconcertante de olhar direto para você sem pressa de desviar.

Veste-se como quem comprou a roupa para durar, não para impressionar — casaco de lã escuro, camisas de trabalho, botas com sola grossa. Não por descuido: simplesmente nunca precisou de outra coisa e não encontrou motivo convincente para mudar.

Tem um corte de cabelo ligeiramente descuidado que ele mesmo faz. Ninguém nunca comentou.


História

[edit | edit source]

Ivan Nikolaievich Petrov nasceu em Moscou em 1879, filho de um ferreiro. Chegou a Paris em 1899 com dezoito anos, um dicionário francês com anotações à mão e pouco mais. Aprendeu o idioma num ano. Trabalhou como carregador, depois como assistente, depois como gerente informal de uma livraria de segunda mão no Marais cujo proprietário preferia delegar a aprender a organizar o estoque.

Era um homem simples no sentido mais exato da palavra — não obtuso, não sem interior, mas sem a necessidade de tornar sua vida mais complicada do que ela era. Lia muito, opinava pouco, fazia amizades com lentidão e as mantinha com lealdade silenciosa.

Em 1903, conheceu Anna Julia Voss numa tarde em que ela veio procurar Rilke e saiu com Tolstói. Namoraram por oito anos. Eram felizes da forma tranquila que não faz história — sem drama, sem declarações públicas, com muita constância.

Anna Julia morreu de tuberculose em 1911. Ivan não falou sobre isso com ninguém durante semanas. Continuou abrindo a livraria.

Foi Abraçado em 1908 — três anos antes da morte de Anna Julia — por uma Brujah chamada Céleste Armand que o observava há meses e admirava o que chamava de "a calma de quem não precisa provar nada". O Abraço não mudou isso fundamentalmente. Ivan aprendeu a existir como morto-vivo com a mesma imperturbabilidade com que havia aprendido a existir como imigrante russo em Paris.


Personalidade

[edit | edit source]

Economia de palavras

[edit | edit source]

Ivan não é taciturno por hostilidade — é taciturno porque considera a fala um instrumento, não um hábito. Quando fala, é porque tem algo a dizer. Isso o torna, involuntariamente, difícil de ignorar: as pessoas tendem a prestar atenção quando ele abre a boca precisamente porque é raro.

Imperturbável sem ser frio

[edit | edit source]

Não se abala facilmente. Isso pode ser lido como indiferença, mas não é — é a diferença entre uma pedra e um carvalho. Ivan se move, só leva mais vento para isso. Quando finalmente se importa com algo, importa-se com completude.

Sem interesse em status

[edit | edit source]

Os jogos de dominação da Camarilla o entediam de maneira genuína. Não os despreza por princípio ideológico Brujah — simplesmente não vê interesse. Já assistiu a suficientes revoluções russas à distância para saber o que acontece quando pessoas convencem a si mesmas de que o poder é o objetivo.

Lealdade tardia, mas absoluta

[edit | edit source]

Ivan demora a confiar. Uma vez que confia, é com uma consistência que pode ser inconveniente — ele não abandona as pessoas com facilidade, mesmo quando seria sensato.

Consciente de Paul-Émile

[edit | edit source]

Ivan sabe exatamente o que Paul-Émile sente por ele. Sempre soube — era impossível não notar. Sua resposta a isso, ao longo dos anos, foi uma mistura de tédio e algo que não chega a ser pena. Nunca confrontou Paul-Émile. Considerou isso, algumas vezes, e concluiu que não havia nada a dizer que servisse a alguma finalidade.

— Ele amava uma versão de Anna Julia que ela mesma não reconhecia. Isso não é culpa dela. Não é bem culpa dele também. É apenas triste.


Anna Julia

[edit | edit source]

Ivan não fala sobre Anna Julia com frequência. Quando fala, é com a precisão de quem descreveu uma paisagem tantas vezes que já não precisa de adjetivos.

Ela era engraçada. Lia rápido demais e depois precisava reler. Tinha opiniões fortes sobre queijo e nenhuma opinião sobre política, o que ele achava refrescante. Morreu numa manhã de março enquanto Ivan estava na livraria.

Ele não superou. Não fingiu que superou. Simplesmente aprendeu a carregar isso sem que fosse visível o tempo todo.


Relação com Outros Cainitas

[edit | edit source]

Paul-Émile Renard: A estática de fundo da existência de Ivan em Paris. Paul-Émile está sempre em algum lugar dizendo algo sobre Ivan para alguém, e Ivan continua existindo de qualquer jeito. Se precisasse resumir sua posição: "Deixa ele."

Sua sire: Mantém contato cordial. Ela o tratou com respeito durante o Abraço e nos anos seguintes. Ele aprecia isso sem transformar em devoção.

A coterie de Louis Dubois: Nunca se cruzaram diretamente — mas Ivan frequenta alguns dos mesmos domínios. É o tipo de pessoa que a coterie encontraria num canto de uma sala, bebendo sozinha, e que responderia a perguntas diretas com respostas mais úteis do que esperado.


Ganchos Narrativos

[edit | edit source]
  • A livraria ainda existe. Ivan a mantém aberta — não por necessidade, mas porque não encontrou razão para fechar. É um lugar onde mortais e Kindred ocasionalmente se cruzam sem cerimônia, o que Ivan considera conveniente.
  • Ele sabe coisas que não conta. Anos numa livraria em Paris, antes e depois do Abraço, acumulam informações. Ivan não as vende, mas pode compartilhá-las se achar que a pessoa à sua frente merece.
  • A bomba-relógio com Paul-Émile. Em algum momento, precisarão estar na mesma sala com assunto relevante em jogo. Ivan lidará com isso com calma. Paul-Émile não.
  • A Besta. O Brujah debaixo da imperturbabilidade ainda está lá. Ivan não entra em Frenesi facilmente — mas quando entra, é com a força acumulada de anos de contenção. Ninguém que já viu isso uma vez tratou o assunto com descuido novamente.

Categoria:Personagens Categoria:Vampiros Categoria:Clã Brujah