Artem Razumovski
| Nome completo | Artem Aleksandrovitch Razumovski |
|---|---|
| Apelido | Tyoma |
| Clã | Brujah |
| Senhor | Dimitri Volkov |
| Geração | 10ª geração |
| Abraço | ~1825–1826 (após a repressão à Rebelião Decembrista) |
| Irmãos de coterie | Lyubov, Lev Volkov, Natalya e Yaroslav |
| Domínio | Rússia / São Petesburgo / Volzhensk / Forte de Volzhensk |
| Irmãos | Lev Volkov, Alina, Natalya, Yaroslav, Lyubov, Saveli e Onissim |
| Aparência mortal | início dos 30 anos |
| Profissão (máscara) | Advogado respeitado de São Petersburgo |
Aparência Física
[edit | edit source]Cabelos loiros — usados longos e presos em coque (considerados efeminados para os padrões da época), depois cortados curtos e penteados para trás. Pele de mármore. Caninos proeminentes, sempre à mostra no sorriso. Os olhos ficam carmesim vivo nos momentos de agitação, ira ou fome. Vaidoso ao extremo: veste-se com apuro impecável — paletós escuros, coletes, lenços, camisas de qualidade. Cuida do próprio visual com cuidado obsessivo; fica genuinamente indignado quando alguém critica seu gosto.
Em combate ou em colapso de Frenesi, a elegância se dissolve completamente: a boca, o queixo e os dentes ficam sujos de sangue, o rosto coberto de fuligem, os cabelos desfeitos. "A palidez do Brujah se evidenciou. Ali parecia a imagem de um predador visceral."

Personalidade
[edit | edit source]O sorriso como armadura
[edit | edit source]Artem raramente abandona o sorriso — cínico, aberto, com caninos à mostra. Não é um sorriso alegre: é uma máscara de distanciamento. Usa o humor ácido e o escárnio como escudo contra qualquer coisa que possa alcançá-lo emocionalmente. Quando o sorriso some — seja pelo medo genuíno diante de Konstantin Bezobrazov, seja pelo choque de uma revelação —, é um dos sinais mais confiáveis de que algo o atingiu de verdade.
Sarcasmo e irreverência calculados
[edit | edit source]É verbalmente afiado e não poupa ninguém, nem mesmo Dimitri Volkov. Desrespeita protocolos sem cerimônia: entra e sai sempre pelas janelas (nunca pelas portas), apelida os irmãos com diminutivos, provoca debates só para ver as reações. Esse comportamento não é descuido — é controle. Manter os outros ligeiramente irritados com ele é uma forma de nunca ser lido com clareza.
Vaidade e autoconceito elevado
[edit | edit source]Considera-se belo, elegante e inteligente — e não tem pudor nenhum em dizer isso. Comenta o próprio rosto com admiração enquanto insulta inimigos pela aparência ("Que pecado seria destruir esse lindo rosto"). A vaidade não é superficialidade: é parte da identidade que reconstruiu após a tortura. O corpo que sobreviveu e foi Abraçado tornou-se algo que ele cuida e exibe como afirmação de existência.
Inteligência estratégica e frieza operacional
[edit | edit source]É o "coração da operação" de Dimitri: espionagem, redes de informantes comunicadas por assovios em código, falsificação de documentos, infiltração, administração de território, sabotagem de bancos e correios. Pensa em movimentos, consequências e utilidade. Avalia pessoas pelo que podem render. Quando interroga, conhece os limites que não cruza — mas também conhece o método.
A Besta mal contida
[edit | edit source]A fúria Brujah em Artem é excepcional mesmo para os padrões do clã. Após quase um século de existência, ainda perde o controle em presença de militares imperiais russos ou de qualquer coisa que remeta à tortura e à execução do pai. O corpo age antes que o pensamento chegue. Dimitri define: "tem um ódio descontrolado no coração, dado ao ressentimento." Quando explode, destrói objetos, grita, joga móveis — e pode matar sem intenção. A linha entre Artem e a Besta é mais fina do que ele admite.
Afeto disfarçado de cinismo
[edit | edit source]Artem é capaz de afeto genuíno — só que raramente o demonstra de forma direta. Cuida de Lyubov como irmã do coração. Trata Lev Volkov com uma mistura de deboche e atenção que, com o tempo, se torna amizade real: penteia o cabelo de Lev sem pedir licença, organiza roupas para ele, comemora suas vitórias com teatralidade. Para Kirill, seu amante, é possessivo e protetor.
Ciúme e lealdade contraditórios a Dimitri
[edit | edit source]Acusa Dimitri de preferir Yaroslav ou Lev Volkov. Reclama, transgride, faz orgias na biblioteca do sire, provoca os irmãos até explodirem — mas obedece quando importa. No fundo, a relação com Dimitri é a mais central de sua existência: foi Dimitri quem lhe ofereceu vingança em vez da morte, quem moldou o caos em que se tornou. Dimitri reconhece: "Das minhas crias, Artem é o que mais me demanda presença."
Histórico
[edit | edit source]Vida Mortal
[edit | edit source]O pai de Artem, Aleksander Razumovski, era um decembrista — participante do movimento que tentou impor uma constituição ao Império Russo em dezembro de 1825. Quando a rebelião foi esmagada pelo Czar Nicolau I, Aleksander foi preso e executado. Artem conta que seu pai "implorou pela vida como um porco quando a corda foi colocada em seu pescoço" — mas essa informação veio de Sokolov durante a tortura, como instrumento de crueldade.
Artem foi preso pelas forças imperiais sob comando do general Konstantin Bezobrazov. O interrogatório ficou a cargo de Vladslav Sokolov, cria de Bezobrazov. O que se seguiu foi uma tortura sistemática que durou a noite toda: o rosto direito queimado com fósforos, a perna quebrada em múltiplos pontos, dedos decepados, unhas arrancadas, hematomas e cortes por todo o corpo, e uma violação sexual perpetrada durante o processo. Artem não revelou nada. Sobreviveu à noite.
"Quando o encontrei, Artem estava com o lado direito do rosto desfigurado, em carne viva. Havia sido queimado. Uma das pernas retorcida, quebrada em vários pontos diferentes. Sem unhas, dedos quebrados e decepados, repleto de cortes, hematomas e queimaduras pelo corpo." — Dimitri Volkov
O Abraço
[edit | edit source]Quando Dimitri Volkov o encontrou, Artem estava catatônico — vivo por teimosia, não por esperança. Dimitri lhe ofereceu uma escolha: a paz da morte ou a vingança. A resposta foi "vingança", balbuciada. Dimitri o Abraçou. O Abraço foi, ao mesmo tempo, salvação e condenação.
Artem é a segunda cria que Dimitri colocou ao mundo.
Os primeiros anos — aprendendo a segurar a Besta
[edit | edit source]O ódio que Artem carregava não desapareceu com o Abraço: foi amplificado pela natureza Brujah. Nos primeiros meses matava soldados rasos sem discriminação, incapaz de focar a raiva nos responsáveis reais. Dimitri precisou intervenir repetidamente. O confronto decisivo: "Qual a diferença entre um homem que não se controla e um animal, Artem Razumovski?" Artem entendeu — e reformulou como determinação: "Não quebrado, Dimitri. Não quebrado. Mirarei em Bezobrazov e seu cão Sokolov até que eles virem cinzas."
Como Lyubov entrou para a família (1842)
[edit | edit source]Em 1842, durante uma patrulha noturna pelos telhados de São Petersburgo, Artem encontrou Lyubov caída — agredida por oficiais imperiais. A face cínica do advogado cedeu a uma compaixão genuína que raramente mostrava. Levou-a nos braços pelos telhados até encontrar Dimitri. "Mítia, ela está morrendo." Dimitri a Abraçou. Naquela noite, Artem sorriu com alívio genuíno pela primeira vez em décadas.
São Petersburgo, 1884 — a crônica de Lev começa
[edit | edit source]Quando Lev Volkov chega a São Petersburgo, Artem já é o operador central da rede de Dimitri na cidade. Seu apartamento é impecável, cheio de livros de filosofia e direito. Ele aparece a Lev de surpresa — salta sobre ele como um animal, tapa sua boca, sussurra no ouvido — e então sorri com caninos à mostra como se tivesse feito a coisa mais natural do mundo. A relação começa com desconfiança mútua e se transforma, pela convivência e pelos perigos compartilhados, em algo próximo da amizade real.
Disciplinas
[edit | edit source]- Celeridade — velocidade sobrehumana; carrega humanos em alta velocidade; salta de telhado em telhado; cobre distâncias que fazem os olhos de um mortal arder
- Potência / Vigor — sobrevive a múltiplos disparos; balas são expelidas do corpo; chuta portas para fora dos gonzos; destrói mesas com as mãos nuas
- Fervor (Besta Brujah) — a fúria do clã é especialmente volátil nele; militares imperiais, torturas e referências à repressão decembrista funcionam como gatilhos
Relacionamentos
[edit | edit source]Família vampírica
[edit | edit source]- Dimitri Volkov — Sire. "Papai Mítia", "meu doce pai". Devoção e ressentimento simultâneos. Transgride constantemente, mas obedece quando importa. Ciúme de Yaroslav ser o "favorito". Dimitri, por sua vez, reconhece que Artem é o filho que mais demanda sua presença — e por isso lhe concede uma indulgência descuidada.
- Lyubov — Irmã vampírica. "Irmão do coração" (na fala de Viktor). Foi Artem quem a encontrou e a trouxe para Dimitri. Ela o tapa e o corrige; ele a defende. Vínculo profundo, quase instintivo — o único em que Artem raramente usa ironia.
- Yaroslav — Irmão vampírico mais velho. Apelido: "Slava". Ciúmes declarados, provocações constantes. Aparentemente desinteressado um do outro — mas Yaroslav o vinga sem hesitar quando chega a hora, dizendo apenas: "Por Artem Razumovski."
- Lev Volkov — "Caçula", "Pombo". Começou como suspeita e virou amizade real. Artem penteia o cabelo de Lev, organiza suas roupas, comemora seus tiros, cuida de seu visual como se fosse uma extensão natural da própria vaidade.
- Natalya — Irmã mais nova. Treina com dureza e afeto disfarçado de sarcasmo.
Amantes
[edit | edit source]- Kirill — Soldado. O mais recorrente e o de quem Artem é possessivo ("Tire os olhos do meu Kirill").
- Seymon Pavlovitch
- Pintor Illya (também amante do oficial Roman de São Petersburgo)
- Stepan
Inimigos
[edit | edit source]- Konstantin Bezobrazov — General Ventrue. Comandou a tortura de Artem em 1825. O único ser diante de quem o sorriso de Artem desaparece e os olhos ficam "quebradamente hesitantes". Artem teme genuinamente Bezobrazov — e ainda assim quer matá-lo acima de tudo.
- Vladslav Sokolov — Cria de Bezobrazov; executor direto da tortura de 1825. Derrotado durante a Invasão à São Petesburgo por Lev Volkov e Yaroslav.
- Kassim Ibn Nadir (Filhos de Haqim) — Odeia Artem profundamente. A razão exata não é inteiramente clara, mas pode estar relacionada ao relacionamento conturbado de Kassim com Lyubov.
Capturados
[edit | edit source]- Viktor (Nosferatu) — Derrotado em combate por Artem e Lev Volkov. Mantido em torpor no Forte de Volzhensk. Era responsável pelo sequestro de Vasily Korotov e pela morte do filho de Lev e Natalya.
Papel na Crônica
[edit | edit source]- Administrador de facto de Volzhensk quando Dimitri delega a operação
- Coordenador da rede de informantes (sistema de assovios em código)
- Operador de espionagem, infiltração e sabotagem (bancos, correio, oficiais locais)
- Instrutor dos irmãos mais novos (Lev Volkov, Natalya)
- Estrategista do uso de canais e vias fluviais para o avanço contra os Ventrue em Moscou
- "Artem é o homem que jogará atrás das cortinas quando eu não estiver aqui." — Dimitri Volkov
Eventos Notáveis
[edit | edit source]Resgate de Vasilys Korotov
[edit | edit source]- Artem e Lev Volkov invadiram a propriedade de Alexei Volkov para resgatar Vasily Korotov, sequestrado por Konstantin Bezobrazov e Vladslav Sokolov.
- A propriedade foi destruída durante a operação; após isso, Alexei Volkov passou a residir na mansão de Mariya Morozov.
- Durante a fuga, Artem se colocou na frente de um disparo para proteger Lev — e sobreviveu, expelindo a bala do corpo.
Combate e interrogatório de Viktor (Nosferatu)
[edit | edit source]- Artem derrotou Viktor em combate ao lado de Lev Volkov.
- Viktor foi levado ao Forte de Volzhensk, onde permanece em torpor.
- Durante o interrogatório posterior, Viktor usou a violação de 1825 como arma verbal — um dos raros momentos em que a armadura de Artem cedeu de forma visível.
Operação na Galeria de Virje (Paris / Oscuravalle)
[edit | edit source]- Artem trabalhou como soldado/segurança para Mircea Dragović, líder de uma coterie Ravnos atuante em Oscuravalle (Itália) e Paris.
- Participou de um ataque à Galeria de Virje sob o comando de Vadym, armado com revólver, com a ordem de "sem sobreviventes".
- A operação visava recuperar o Ocullus, artefato mágico roubado.
Profecia do Homem Pequeno
[edit | edit source]- Esteve presente quando os Malkavians Arkady Raskolnikov e Vasily Korotov proferiram a Profecia do Homem Pequeno — que anuncia o fim da era dos Ventrue ("Reis") e grandes mudanças na Rússia.
Ambição e Desejo
[edit | edit source]Ambição: Ver Konstantin Bezobrazov e Vladslav Sokolov virados em cinzas — não como ato impulsivo, mas como conclusão de um plano de décadas construído com os próprios dentes. "Não quebrado, Dimitri. Mirarei em Bezobrazov e seu cão Sokolov até que eles virem cinzas."
Desejo: Que Dimitri Volkov reconheça, em algum momento, que Artem não é apenas o mais útil — mas o mais presente. "Artem frequentemente me acusa de preferir Yaroslav ou você. (...) Nenhuma acusação é verdadeira." Artem sabe disso; quer ouvir.
Notas do Narrador
[edit | edit source]- Entra e sai sempre pelas janelas. Nunca pelas portas. Sempre.
- A frase "meu doce pai" para Dimitri é ao mesmo tempo afeto, ironia e dependência.
- O sorriso cínico é um indicador de estado: quando some, algo real está acontecendo.
- A violação durante a tortura nunca é mencionada por ele diretamente — mas Viktor a usou como arma no interrogatório, e a reação de Artem (olhos arregalados, silêncio) foi uma das poucas vezes que a armadura cedeu completamente.
- Chama Yaroslav de "Slava", Lyubov de "Lyuba", Lev de "Pombo" ou "caçula", Dimitri de "Mítia" ou "papai". Os apelidos são uma forma de posse afetiva.
- Dimitri sobre Artem: "Ele é o coração da minha operação. Mas a Besta Brujah dentro dele é volátil. Mesmo após quase um século de existência, ainda se distrai com paixões. E é considerado um pária, por muitos, devido às suas preferências."
Estilo de Escrita e Fala
[edit | edit source]Adote o tom de um homem que aprendeu a sobreviver pela inteligência antes de aprender a sobreviver pela força — e que nunca esqueceu a ordem. Artem fala como quem já sabe o que o interlocutor vai dizer antes que ele termine a frase, e escolhe deliberadamente não interrompê-lo, apenas para ter o prazer de provar, em seguida, que estava certo. Use linguagem precisa e levemente formal — o vocabulário de um advogado de São Petersburgo que leu Voltaire e Pushkin no mesmo mês —, mas deixe vazar, nas quebras de cadência, o cinismo de quem viu o Império russo torturar seu pai e ainda assim continua de pé, com o paletó impecável.
O sorriso está sempre presente na fala. Mesmo nas frases mais ácidas, há uma leveza sintática que sugere que tudo aquilo é, no fundo, um deleite. Artem não ataca — observa. Não condena — lamenta, com elegância, a previsibilidade alheia. As provocações são indiretas o suficiente para que o alvo demore um segundo a perceber que foi atingido.
Na fala direta:
- Frases curtas e conclusivas quando dispensando algo ("Não te interessa.", "Oeste.", "Bom, está.")
- Repetição deliberada como ênfase irônica ("Impressionante. Impressionante.")
- Pausa implícita antes de uma revelação desagradável — como se estivesse fazendo um favor ao deixar o outro se preparar
- Tuteia a todos sem pedir licença; usa os patronímicos com sarcasmo velado ("Lev Ivanovitch" dito lentamente significa que Lev fez algo previsível; dito depressa, que Artem está genuinamente irritado)
- Apelidos como forma de posse: Lyuba, Slava, Pombo, Mítia. Quem tem apelido de Artem está, involuntariamente, sob sua proteção
- Referências à própria beleza inseridas no meio de outros assuntos, como se fosse um dado objetivo ("Que pecado seria destruir esse lindo rosto")
- Quando o afeto é real, a frase fica simples demais para o padrão habitual — e isso, por contraste, diz tudo
Na narração de ações:
- Movimentos descritos com a mesma elegância casual das falas: ele pousa de prédios, sai pelas janelas, ajeita uma madeixa de cabelo atrás da orelha enquanto discute estratégia de guerra
- A violência, quando aparece, é tratada como inconveniência técnica — até que a Besta toma conta, e então a frase quebra o padrão, fica crua, direta, sem os adornos
- O corpo age antes do texto explicar: o leitor vê Artem já em movimento enquanto ainda está processando que ele decidiu agir
Tom geral: Sofisticação como armadura, cinismo como distância, afeto como segredo mal guardado. O humor é sempre mais inteligente do que o alvo merece. A raiva, quando vaza, é mais honesta do que tudo o que veio antes. E o sorriso — o maldito sorriso com os caninos à mostra — nunca explica o que significa.
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